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Monday, November 21, 2005

Crítica de Cinema - Elizabethtown


“Please don´t take this as rejection.”
“I really don´t”

São exactamente estas duas frases do filme que resumem o que o filme significa para mim. “Por favor Cameron Crowe não penses nisto de um modo pessoal de rejeição mas este não é dos teus melhores filmes”. E a que a resposta do Cameron Crowe seria “Não te preocupes não levo a mal. Fica para a próxima”.
Mas isto quer dizer que é um filme mau. Não, o filme até é bastante agradável e até identifico até onde é que o filme deveria ter ido mas não o vou fazer. E aquele final…

O filme acompanha a vida de Drew Taylor (Orlando Bloom), um empregado de sucesso e esperança de um futuro risonho como criativo, numa empresa de calçado desportivo (parece tirado a papel fotocópia da Nike, mas não é). No entanto, um dos seus projectos de design é um tremendo fracasso o que leva a empresa a perder perto de um bilião de dólares (arredondado hehe). Como é que se perde um bilião de dólares em ténis é coisa que não se percebe mas enfim. Até parece que a empresa só fazia esse modelo e que o fracasso de um seria o fim do mundo, neste caso apenas é o fim de Drew. Esta ainda passa.
Com a vida em fanicos, após a namorada o deixar, exactamente pelo mesmo motivo (o seu fracasso) decide pôr fim à sua vida de um modo sui generis. Só mesmo vendo o filme. Tanto trabalho que elel tem para morrer. Até aí o espectro de ser original não o deixa.
Na hora D, recebe um telefonema da irmã (Judy Greer), a dizer que o pai morreu e que ele tem de ir tratar das burocracias do enterro à terra natal do pai, Elizabethtown, Kentucky, Estados Unidos da América. Decide então colocar o suícidio em águas de bacalhau.
Até que conhece Clare (Kirsten Dunst).

A partir daqui torna-se o clássico “boy meets girls” com todas as tropelias do costume e etc e mais. Longas conversas ao telefone, encontros e desencontros e afins.
Continuo a dizer que Orlando Bloom não me aquece nem arrefece. Não tem aquele carisma de grande actor. Sempre apagado em qualquer cena que entra e especialmente quando a sua companheira de ecrã é Kirsten Dunst que insere muita vida e ânimo numa personagem muito atormentada pela vida. E sentir numa actriz tanto ânimo e entusiasmo mas não deixar de ver o seu lado mais humano não é para um qualquer. Bloom, por outro lado, não passa de uma caricatura.
Existem, também cenas de antologia, como a elegia de Susan Sarandon no funeral do marido, a descida do caixão para a cova (literalmente) do pai de Drew, todas as cenas passadas em Elizabethtown ou com personagens de lá. Nessa altura o filme de Crowe consegue ser real.
Muito boa música e aí Crowe continua igual a si próprio, presenteando-nos com um verdadeiro mosaico do seu amplo gosto musical.
Mas depois existem diálogos como o que inicia esta crítica e aquele final que eu já não consigo suportar em nenhum filme. Mas porque é que tiveram de se beijar? Não bastava um olhar?
E não me venham dizer que não sou romântico porque um olhar profundo vale muito mais que todos os beijos do cinema.

Acredito que para Crowe isto seja tudo muito especial mas não acho que tenha de ser para todos. Finais felizes só em fábulas infantis. Isso não cabe num filme da vida real (como muitos críticos elogiaram o filme de Crowe).
Pessimista? Não!!! Muito realista.
Até à próxima Cameron Crowe.

Nota do Filme – Elizabethtown – 5/10 (**)

3 Comments:

Blogger gonn1000 said...

Só 5/10? Enfim, não é um filme perfeito mas dentro do género é refrescante e o sentimento nunca é postiço e fabricado.

25 November, 2005

 
Anonymous Pedro Ginja said...

É verdade só 5/10...

Se tivesse outro final até chegaria aos 7/10 mas como já disse..

Aquele final...
Detesto finais felizes com um beijo e a câmara a rodopiar à volta. É a coisa mais ridícula que podem fazer para mim no filme...
Mas para Cameron Crowe ainda há segunda oportunidade...
Se fosse outro qualquer era já rifado.

28 November, 2005

 
Blogger ana claudia said...

Eu já assistir várias vezes esse filme, e acho muito interessante.
Eu dou 8.

04 May, 2010

 

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