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Tuesday, December 06, 2005

Crítica de Cinema - Harry Potter e o Cálice de Fogo


"Avra Kedrava"
"Expelliarmus"

É isto que o filme parece. Uma eterna (parece interminável) sucessão de cenas, que muitas vezes não têm qualquer relação e parecem caídas do céu (tenho pena de quem não leu o livro). Mas é tudo mau? Nem por isso. O ínicio é bastante promissor com aquele epílogo cheio de suspense e terror sem nunca nada mostrar. O regresso, "Daquele que não se diz o nome" (VOLDERMORT, uppppps), vingador do arqui-inimigo de Harry Potter. Mas nem sempre a vingança é bem servida.

E a história?
Era uma vez o quarto ano de Harry em Hogwarts. Forma-se uma verdadeira trindade de problemas à sua volta. No campeonato mundial de Quidditch surge novamente a marca negra, pelo resurgimento dos adeptos de Lord Voldermort (uppps). As hormonas de Harry e de Ron e Hermione, estão também aos pulos e os problemas típicos de adolescentes imperam. Harry tem de convidar alguém para um baile, e a feliz contemplada é Cho Chang (Katie Leung - Luminosa mas isto podem ser as hormonas a falar. Para completar e definitivamente piorar a situação, este é o ano do Torneio do Três Feiticeiros. Exacto, três. Mas o problemas é que Harry é inexplicavelmente inscrito e terá assim de ser homem (que não é) de barba rija e enfrentar os concorrentes de outras duas escolas e da sua própria, Hogwarts.

Mike Newell tinha aqui uma prova de fogo. A adaptação do primeiro gigantesco livro da saga de Harry Potter. Obviamente, era um trabalho ingrato à partida, porque os pormenores que fazem de Harry Potter especial, e que colam todo o universo, teriam de desaparecer. Newell fica por isso com um retalho de cenas na mão. Tentando pôr o seu cunho pessoal em algumas delas não deixa, no entanto, de ser um mero gestor de efeitos especiais mas sem conseguir conter a magia imensa do universo.

Também não é um filme de actores. Apesar da qualidade do elenco (com a excepção de Viktor Krum que posso considerar o pior actor do ano numa grande produção) têm todos pouco para trabalhar e apenas algumas cenas para estabelecer personagens. E meros segundos não fazem personagens memoráveis. Apenas um destaque para Daniel Radcliffe (Harry) que cresceu muito como actor desde o primeiro filme. Tem aqui algumas cenas fortes e consegue já demonstrar emoção. O trabalho a fazer é ainda, no entanto, muito grande. Brendan Gleeson, no papel de Moody, consegue imprimir o cunho pessoal, de uma personagem memorável. E aquele olho. Finalmente Katie Leung, que apesar dos poucos segundos no filme, ilumina o ecrã de cinema. É definitivamente as hormonas a falar. Mas não sentiram, o brilho de estrela?

Agradará concerteza a muita gente com todas as suas cenas deslumbrantes. O aparecimento do barco submarino de Durmstrang, a cena em que são mostrados dragões em miniatura, a cena labiríntica, a luta de varinhas de Voldermort (uppps) e Harry e muitas outras.
Mas o que fica são duas cenas magistrais. O Epílogo inicial pleno de suspense e o duelo verbal e físico de Volermort (uppps) e de Harry. Ralph Fiennes imprime uma malvadez rancorosa, vingativa e ao mesmo tempo humana. Não se limita a fazer de mau de pau de cabeçeira.
Mas também existem as cenas infelizes que resultam em livro mas em cinema atingem o rídiculo. A cena de entrada das duas escolas estrangeiras em Hogwarts é realmente desconfortável. Principalmente a das meninas. Aqueles gritinhos ainda ressoam na minha mente e não no bom sentido (uhhhhhhhhhhhhh).

E no fim?
Fica um vazio e a certeza que a magia não atinge o espectador. Apenas uma profunda apatia e a conclusão. Mas um filme para pôr na boca, mastigar e deitar fora logo a seguir.
E com o terceiro capítulo até parecia que isto ia realmente levantar voô.
Puro engano.

Nota do Filme - "Harry Potter e o Cálice de Fogo" 4/10 (*)

3 Comments:

Anonymous anapaula said...

Bem, em alguns aspectos até concordo contigo.

Tenho de confessar que não senti muitas quebras de história ao longo do filme, mas como tive a oportunidade de ler o livro acho que aquilo que não vi no grande ecrã acabei por inconscientemente preencher. Tipo um Fill in the blanks.

De resto, globalmente gostei do filme , mas não chega aos calcanhares do livro...

06 December, 2005

 
Anonymous André Batista said...

7,5/10

Um excelente filme da saga, mas mesmo assim, não é o melhor. Cumps

06 December, 2005

 
Anonymous Pedro Ginja said...

Eu também li e achei tudo muito estranho.

Deve ser da idade. Estou a ficar cota.

Mas pensava que isto agora era só melhorar. Estava enganado.
Acontece como em tudo na vida

07 December, 2005

 

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