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Wednesday, December 07, 2005

Estreias da Semana - 8 de Dezembro

Mais uma semana, mais uma voltinha pelas estreias da semana.
E o que é que temos esta semana??
Temos:
- Um filme de relações partidas
- Um filme como o destino
- Um filme que é, literalmente, um milagre
- Um filme díficil de ver
- Um filme de fantasia com um determinado móvel

Flores Partidas (Broken Flowers) - O vencedor do ultímo grande prémio en Cannes chega às salas de cinema. Só pode ser um acontecimento cinematográfico.
Realizado por James Jarmusch (o mesmo de "Cigarros e Cafés" e "Ghost Dogs") com o inimitável Bill Murray no principal papel e uma galeria de grandes secundários, sendo de destacar Jeffrey Wright (Anjos na América), Sharon Stone, Frances Conroy(Sete Palmos de Terra), Tilda Swinton (esta semana em grande destaque em dois filmes), Julie Delpy e Jessica Lange se não estou em erro. Só por isto já seria motivos de sobra para ir a correr para uma sala de cinema. Mas ainda há mais.

Don Johnston é um especialista em computadores (à custa deles enriqueceu) e um "Don Juan" no que diz respeito a mulheres. A sua última namorada está farta dele e abandona-o. É aí que recebe uma carta anónima, de uma antiga namorada que lhe confessa que Don é pai e que o filho adolescente resolveu ir à sua procura. Incentivado pelo seu vizinho (Jeffrey Wright), com espírito de detective, Don, meio contrariado, decide procurar as prováveis mães desse filho, num périplo que o levará a reencontrar as suas antigas paixões e a perceber a solidão em que se tornou a sua vida.

Ainda não chega?
Qual é o teu problema? Filme adulto que não está com rodeios sobre as relações humanas. São complexas. E não se resumem a beijinhos a viveram felizes para sempre, como nas comédias românticas típicas. Como li à pouco num livro. "Só pode realmente amar quem já sofreu muito". E essa viagem é feita por todos. Não há caminhos certos ou melhores, apenas caminhos escolhidos para o bem e para o mal (estão interligados não vale a pena negar).
Se isto não chegou então definitivamente não é um filme para ti. Escolhe um dos outros. Já agora esquece também "o Fatalista".


O Fatalista - Estamos fertéis em estreias faladas em português. Neste caso, de Portugal. É um bom sinal para o cinema português. O público não tem sido meigo mas penso existirem cada vez mais motivos para estar esperançados (apesar do grande flop chamado "Manô").
Filme realizado por João Botelho e também premiado este ano em Cannes (não me lembroa agora do nome do prémio) e com o grande monstro do cinema português Rogério Samora e ainda Rita Blanco (dizem num papel tão azedo que a não reconhecemos), André Gomes e Susana Borges."O Fatalista" é uma adaptação livre de "Jacques Le Fataliste" de Diderot (autor francês do século XVIII)

Tudo o que de bem ou de mal nos acontece "cá em baixo", está escrito "lá em cima". É essa a frase que Tiago (Rogério Samora), motorista de condição, não se cansa de repetir para justificar as suas surpreendentes acções. Tiago vai conduzindo o seu patrão (André Gomes) através de um estranho Portugal e ao mesmo tempo vai contando a delirante e interminável história dos seus amores.

Isto faz lembrar um pouco o "Flores Partidas" anteriormente descrito não acham? Mas neste caso falado em português.
Depois de "A Mulher que acreditava ser Presidente dos Estados Unidos" muda de comédia interventiva para um "road trip" de dois amigos que neste caso são patrão e empregado. A comédia estará lá concerteza e para mim o grande interesse estará na interpretação de Rita Blanco. Actriz maior portuguesa e que como Beatriz Batarda pode ser um verdadeiro camaleão. O mesmo se pode dizer do uníco galã português Rogério Samora.
Sem dúvida vale a pena dar uma espreitadela.


Um Milagre de Natal (Noel) - Um filme de natal que é uma verdadeira incognita apesar de origem americana.
Filme realizado pelo (ex?)actor Chaz Palminteri com Penelope Cruz, Susan Sarandon, Paul Walker, ALan Arkin e Chaz Palminteri (será o mesmo?).

É véspera de Natal em Nova Iorque. Rose (Susan Sarandon) é uma mulher divorciada, bem sucedida profissionalmente, que espera um milagre que faça com que a mãe, internada num hospital, melhore. Mike Riley (Paul Walker) é um jovem polícia que destrói a relação com a noiva, a bela Nina (Penélope Cruz), por causa do seu ciúme doentio. Os problemas de Mike agravam-se quando começa a ser perseguido por Artie, um homem convicto que Mike é a reincarnação da sua falecida mulher. Jules é um rapaz da rua, sem amigos, que sonha acordado com o seu melhor Natal de sempre: o Natal dos seus 12 anos. Numa cidade tão grande como Nova Iorque, conseguirão estes estranhos ser agraciados com um milagre?

O filme típico de Natal. Sim, eu sei que envolve reincarnação, cíumes, doença, trabalho mas também envolve a palavra mágica - Milagre.
E no fundo é uma época milagrosa. Fazemos coisas que não fazemos no resto do ano e parece que tudo corre bem nesta altura do ano. Mas obviamente isso não é verdade. Isto soa sempre a palavras porque é o que são. O natal devia ser todo o ano. Mas não é. É apenas uma altura de descargo de emoções para nos sentirmos bem ajudando os outros. Mas esses outros precisam de ajuda todos os dias de todo o ano. E não apenas no Natal.
E por favor parem com o Pai Natal. O natal não é isso. É algo muito mais importante. É o nascimento de Jesus. E não só disso. Também de esperança,amor e fraternidade.
Já estou a divagar. Será concerteza um filme de finais felizes e milagres. Ou sobre a vida real? Não sei. Estou às escuras.
Só espero não estar assim durante o tempo Natalício. Boas festas para todos.


O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa: As Crónicas de Nárnia (The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe) - Titulo gigantesco. Disso nada pode ser negado. Produção gigantesca de Hollywood. Também é verdade. Filme Gigantesco ao nível do Senhor dos Anéis (com o qual será, inevitavelmente, comparado. Certamente que não.
Filme realizado por Andrew Adamson com um elenco de crianças e com Tilda Swinton (mais uma vez esta semana) no papel da bruxa má.

Baseado na aventura intemporal de C. S. Lewis, o filme decorre na Inglaterra da II Grande Guerra e conta a história de quatro irmãos, Lucy, Edmund, Susan e Peter, que entram no mundo de Nárnia quando estão a brincar às escondidas na casa de um misterioso professor. Aí, descobrem um incrível mundo habitado por criaturas falantes, anões, faunos, centauros e gigantes, amaldiçoados e condenados ao Inverno eterno pela Feiticeira Branca, Jadis. Guiados por um soberano, nobre e místico, o magnifico Leão Aslan, os jovens vão combater o poder que Jadis tem sobre o mundo de Nárnia.

É sem dúvida contemporâneo de J.R.R Tolkien e foram ambos admiradores mutúos de cada uma das obras escritas. Amigos de longa data, devido a interesses obviamente comuns (no ramo da fantasia), C.S. Lewis optou por uma visão mais infantil de um mundo fantástico (como Tolkien fez no Hobbit) e que escreveu e desenvolveu em 7 livros distintos. Esta adaptação do primeiro livro pode ser novamente o ínicio de mais um franchise. Neste caso, como de Harry Potter, de 7 filmes.
Há paciência para tantos? Provavelmente não. Mas se der dinheiro vão acontecer. Pessoalmente não gostei muito do trailer e para a semana temos o King Kong de Peter Jackson. Possivelmente não irei ao cinema vê-lo mas espero ter a oportunidade de o ver. Não há nada como ver o espectáculo para ter uma ideia dele. Até agora não é a melhor. Soa a exploração de um filão aberto com o Senhor dos Anéis. Esperem outras adaptações de fantasia famosas brevemente. E isso vai enjoar. Vejam o que está a acontecer com os Super-heróis.


O Nevoeiro (The Fog) - Fazer de um nevoeiro matéria de terror. Parece tarefa complicada. mas a verdade é que temos sempre mais medo do que não podemos ver nem sentir. Além disso o cartaz do filme está excelente. E isto pode ser verdadeiramente assustador, comecei a pensar. Realizado por Rupert Wainwright (este família é so artistas)com Tom Welling (o jovem super-homem), Maggie Grace (da série Lost) e Selma Blair.

"O Nevoeiro" é a história de um misterioso nevoeiro que se instala ao largo da ilha de Antonio Bay. Anos antes, os tripulantes de um veleiro perderam a vida, vítimas de traição. Agora, o nevoeiro vem com os fantasmas desses marinheiros que não vão descansar e vão semear a morte até encontrarem os descendentes dos seus assassinos para se vingarem.

Para quem não sabe é um remake de Jonh Carpenter , de um dos seus clássicos com o mesmo nome. Parece que a moda pegou e agora é sempre até cansar. Só este ano pelo menos uns cinco remakes de filmes de terror estreiaram (talvez mais). E o publíco continua a querer mais? Em Portugal obviamente que sim. O terror sempre fez parte das nossas vidas e é sempre darmos uns valentes saltos numa qualquer sala de cinema ou ficar totalmente arrepiados (isto já é mais díficil). Ummmm. Nevoeiro? Medo? Para mim não está a resultar. Se metesse uma miúda com cabelos compridos e olhos orientais já era outra conversa.

E esta semana o conselho recaí sobre um filme já premiado. "Flores Partidas" de Jim Jarmusch.

Até para a semana com mais uma porrada de estreias.

Bye

1 Comments:

Blogger missixty2000 said...

Eu vi as Crónicas de Narnia e achei fabuloso.É infantil claro e ainda bem.Hoje em dia exageram na acção e na violência e o que devia deliciar as crianças , acaba por as assustar!Adorei os cenários, a personagem da feiticeira e todo o enredo do filme.Um verdadeiro conto de fadas, como já há muito não se via!

13 December, 2005

 

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